Hedge cambial em tempos de dólar instável: por que sua empresa precisa se proteger

29 de janeiro de 2026

A alta volatilidade do dólar e do euro deixou de ser um desafio exclusivo de empresas exportadoras e importadoras. Hoje, até negócios que atuam apenas no mercado interno sentem os impactos da instabilidade cambial, que se refletem no aumento do custo de insumos, na variação de contratos internacionais e até nas estratégias de investimento.

Nesse contexto, o hedge cambial surge como uma ferramenta essencial para dar previsibilidade às finanças corporativas. Ele funciona como um “seguro” financeiro, reduzindo os riscos de perdas devido às oscilações da moeda estrangeira.

“O hedge não deve ser visto como uma especulação, mas sim como uma proteção. É uma maneira de blindar o caixa da empresa contra movimentos inesperados do câmbio e garantir estabilidade na tomada de decisões”, explica Erika Bachiega, CEO e fundadora da Lumen Finance.

O que é hedge cambial e como funciona

Na prática, o hedge cambial é realizado por meio de instrumentos financeiros como contratos a termo, opções ou futuros de dólar. Esses mecanismos permitem que a empresa “trave” o valor de uma operação futura, evitando que variações cambiais corroam margens de lucro ou aumentem custos.

O principal benefício para os empresários é a previsibilidade: saber exatamente quanto será pago ou recebido, independentemente da cotação futura.

Por que até empresas que não exportam precisam se preocupar

Um equívoco comum é acreditar que apenas exportadores e importadores devem acompanhar o câmbio. Negócios que operam exclusivamente dentro do Brasil também podem ser impactados:

  • Custo de insumos: produtos ou matérias-primas muitas vezes têm preços atrelados ao dólar, mesmo comprados de fornecedores nacionais.
  • Tecnologia e equipamentos: softwares, máquinas e componentes importados ficam mais caros quando a moeda americana sobe.
  • Dívidas e financiamentos: contratos em dólar podem gerar compromissos inesperados.
  • Competitividade e precificação: oscilações cambiais influenciam o mercado interno, afetando preços e margens.

“O dólar influencia toda a economia. Ignorar essa variável pode comprometer a saúde financeira do negócio”, alerta Erika Bachiega.

Custos e benefícios do hedge cambial

Embora a contratação de hedge envolva custos, como taxas e prêmios pagos a instituições financeiras, especialistas afirmam que esses valores são pequenos se comparados ao risco de margens corroídas pela variação cambial.

“Empresários precisam encarar o hedge como parte do planejamento estratégico, não apenas como uma despesa financeira. O custo da proteção é menor do que o impacto de um câmbio descontrolado sobre o caixa da empresa”, reforça Bachiega.

Cenário internacional e reflexos no Brasil

As tensões entre Estados Unidos e China, os movimentos dos BRICS para reduzir a dependência do dólar e as incertezas políticas no Brasil criam um ambiente econômico desafiador. Cada decisão geopolítica afeta a confiança dos investidores e, consequentemente, o valor do real.

Nesse cenário, empresas que adotam hedge ganham agilidade e segurança para atravessar períodos de instabilidade sem comprometer resultados.

Erros mais comuns na gestão de hedge cambial

Apesar da importância, muitas companhias ainda cometem equívocos ao gerenciar riscos cambiais, como:

  • Não planejar de forma estratégica a proteção.
  • Escolher instrumentos inadequados para o perfil da empresa.
  • Falhar no monitoramento contínuo, deixando a estratégia desatualizada.

“O maior erro é acreditar que a variação cambial não vai impactar seu negócio. Hoje, todos estão expostos de alguma forma. O hedge é a ferramenta que transforma incerteza em previsibilidade”, conclui Erika Bachiega.


Para empresas que buscam segurança e previsibilidade em um cenário econômico volátil, entender e implementar estratégias de hedge cambial é essencial. Saiba mais sobre soluções financeiras estratégicas para seu negócio no Grupo Alliance e na Lumen Finance.

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